Não estar só

•junho 29, 2010 • Deixe um comentário

Ando tão só. Lamentavelmente.

E não consigo achar um ponto, uma ferida pra drenar e sugar a literatura que está aqui.

Pulsa aqui.

Mas não encontro a brecha.

Onde estará?

“A solidão reúne o que a sociedade separa.” Albert Camus

•junho 17, 2010 • Deixe um comentário

Meus dias de vândalo

•maio 16, 2010 • 1 Comentário

Como eu me defendo desse sentimento de inadequação
Que me destrói por dentro, pro qual eu não vejo explicação?

Assim que os meus dias de vândalo terminarem,
eu sei que me levarão pro céu
E farão com que eu narre os meus escândalos
sem que eu me gabe,
com o constrangimento abatido de um réu

Jair Naves

Pelo pouco que eu conheço a vida…

•maio 15, 2010 • Deixe um comentário

Quando conheci Ludovic, algo extraordinário afetou minha alma, algo que não consegui consertar até hoje. Suas letras dolorosas sobre corações ocos, sua poesia, sua euforia, sua dramaticidade, tudo isso me fez encontrar aquilo que eu não precisava. Azar o meu. Eu era mais feliz sem Ludovic.

E depois desenrolou-se uma descarga de tormentas. Voltei à filosofia, voltei a Nietzsche, conheci Kafka, apaixonei-me pelo expressionismo. Apreciei obras literárias desesperadoras. Um absurdo. Não houve trégua. Afundei em um poço de cultura e abandonei tudo o que não me completava mais em sua essência.

Tudo? Tudo mesmo. Meus amores, meus amigos. Só deixei passagem para o novo mundo de possibilidades que surgia. Novos poemas, novos desastres e decepções. Um novo mundo havia surgido e quanto mais rico de cultura meu mundo se tornava, mais infeliz e sozinha fui ficando.

Afastei toda e qualquer possibilidade, todo vestígio de paixão. Minha personalidade intensa foi se transformando até chegar um ponto em que as pessoas não mais me reconheciam. Minha voz, minhas roupas, meus gostos, minha letra e minhas atitudes já não condiziam com aquela garota, aquela que não conhecia Ludovic.

E no fim das contas, toda essa cultura, esse descarrego de novidades, só me fez mal. Bem-aventurados aqueles que não conhecem tudo o que conheci nos últimos dois anos. Sorte daqueles que ainda conseguem se apaixonar e rir e sofrer apenas por coisas do cotidiano. Aqueles que conseguem sentir-se bem fazendo qualquer coisa ao lado daqueles que amam. Esses são felizes.

Não culpo Ludovic por tudo de ruim que vem me acontecendo. Mas é que a vida anda exigindo demais de mim e não encontro nada de bom como recompensa.  Talvez seja meu destino. Na verdade fui eu quem escolheu esse caminho tortuoso e agora, agora já é tarde. Azar o meu.

Se vou sobreviver já não sei. Não me sinto mais pertencente a este mundo. Na verdade, são os dias chegando e sinto isso em todas as células. É notável como é tão claro para mim que são os dias chegando. E isso me alarma que é hora de começar meu livro! Preciso garantir o Tennessee dos amigos que restaram.

Uma delicada forma de calor

•abril 24, 2010 • 1 Comentário

Como é que a gente pode ser tanta coisa indefinível
Tanta coisa diferente
Sem saber que a beleza de tudo
É a certeza de nada
E que o talvez torne a vida um pouco mais atraente

As vezes é preciso sentir dor, para ter certeza que estamos vivos.

•abril 22, 2010 • 1 Comentário

Era Uma Vez o Amor…

•abril 20, 2010 • Deixe um comentário

Você já amou alguém ao ponto de matar esse amor?

Eu fiz isso! Eu amei um cara, por dois anos e não deixei de amá-lo, porém eu fiz uma coisa que talvez poucas pessoas tenham coragem de fazer. Eu conheci o amor dele. E a sensação que eu senti foi algo extremamente extraordinário! Eu me apaixonei pelo amor do meu amor.

Você consegue entender isso?

Talvez não. Eu não sei a que nível o meu amor chegou, a minha alma chegou e espero encarecidamente que vocês, meus leitores, me digam se isso é normal.

Não.  Eu não me apaixonei sexualmente pelo amor do meu amor. Eu simplesmente senti uma energia a qual posso ficar descansada por toda a eternidade. Porque o simples fato de sentir a energia dos dois pode me deixar leve de qualquer obrigação.

Sinto que se alguém pode fazê-lo feliz, esse alguém é ela e sinto isso como um momento de vitória,  um momento de glória,  um momento de honra.

Sim, podem me chamar de louca. Ma s é a pura verdade. Não sei qual dos meus leitores terão a sensibilidade para um sentimento tão nobre. Mas ver uma das pessoas que eu mais amo apaixonado por alguém que REALMENTE vale a pena é uma das maiores sensações que eu já experimentei na vida.

Obrigada vida, por ter me dado essa oportunidade!

 
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